5 Mar. 2015 | quinta-feira 21 h

O seguro enquanto protecção financeira das obras de arte

por Gonçalo Batista

Auditório do Lugar do Desenho | Fundação Júlio Resende

As obras de arte são um património específico, com necessidades de protecção próprias. Os valores podem ser muito altos pelo que, apesar de pouco frequentes, os sinistros podem causar um prejuízo financeiro significativo. Outra dificuldade associada à protecção deste património é a volatilidade, que é alta, tornando difícil segurar pelos valores correctos sem se proceder a uma reavaliação regular. O tipo de eventos a que está exposto é substancialmente diferente em relação a outros patrimónios: variações de temperatura e/ou humidade, exposição à luz, perda de valor de pares ou colecções, morte de artistas, falsificações, tráfego ilícito, amolgadelas, rasgões, quebra acidental, derramamento, manchas, danos causados durante o restauro, entre muitos outros. Por fim, a perda financeira tende a acentuar-se não no dano directo, mas antes na consequência que o restauro muitas vezes acarreta: a desvalorização da obra.
Para que o seguro possa cumprir o seu papel – a transferência de parte do risco financeiro associado à propriedade de obras de arte – é necessário ter em conta todas estas especificidades, bem como ter acesso a um alargado leque de especialistas que possam aconselhar nas diversas áreas: avaliação, conservação, transporte, acondicionamento, segurança, circuitos de venda, entidades especializadas em recuperar obras roubadas e restauradores, para citar os exemplos mais evidentes.
Esta apresentação pretende identificar os aspectos mais relevantes a ter em conta pelos vários detentores de arte, sejam coleccionadores particulares ou profissionais do meio, no processo da preservação física e financeira do seu património.

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