24 Out. 2015 // 09 Out. 2016

RESENDE anos 50

Galeria do Acervo | Collection Gallery

“Desenhar, é entregarmo-nos aos ritmos essenciais da vida! Desenhar, "por desenhar", é um pueril desenhar!..."

“Depois de 1951, ao Alentejo fui voltando com frequência. Alguns desenhos e aguarelas davam conta da evolução de um estado rectilíneo para o curvilíneo. A recente vivência junto da orla marítima e de um povo expansivo, tão inquieto como as ondas vieram avivar o temperamento expressionista.”

“Foram frequentes as minhas presenças nas zonas piscatórias a provocarem as capacidades do desenho. Torna-se notório agora, um movimento em momento de reflexão do estaticismo Alentejano.”

“Do janelão de Viana do Alentejo avistava a fonte que era um privilégio. Daí desenhei dezenas de apontamentos experimentando inúmeras técnicas, por vezes as menos convencionais.”

“A geometria é linguagem mental e a linha recta é paradigma do Alentejo.”

“Em 56, vi-me empenhado numa busca de massas de claro-escuro de tendência abstractizante, talvez influenciada pela obra do escultor Henry Moore.”

“A paisagem Norueguesa não é para pintores presumidos. Não há acomodamento possível diante de uma tal natureza. Uma primeira aguarela é pálida imagem da transcendência. A água, a rocha e o céu, elementos básicos para a notável galeria de paisagistas noruegueses que o mundo desconhece.”

“O meu regresso ao Litoral no Norte, a Natureza e as atitudes humanas são de uma exaltação que resulta de movimentos ritmados por outra dinâmica semelhante à curva, da onda marinha se reflecte.”
123456789
LAVADEIRAS DO AVE | 1950 | LÁPIS DE CÔR | 22,0 X 25,7
LAVADEIRAS DO AVE | 1950 | LÁPIS DE CÔR | 22,0 X 25,7
facebook Lugar do Desenho