04 Jun. // 09 Jul. 2017

DIANA COSTA | VERSO REVERSO CONTROVERSO

Num primeiro momento, verso reverso controverso é uma reunião de trabalhos que traduzem diferentes campos de atuação no contexto artístico contemporâneo, como a pintura, o desenho e a instalação que se define pela soma de vários meios digita

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Verso representa toda a linguagem poética evidenciada através do uso da palavra na imagem, com referência temática ao universo da música. O som origina a eleição da palavra e a palavra, por sua vez, origina a cor e a composição da imagem. Trata-se de uma aproximação ao diálogo entre som, palavra e imagem. Os trabalhos definem o ponto de encontro destas três chaves de criação. O som gera o texto e o texto potencia a imaginação, como se a palavra neste caso, acionasse um pensamento visual. O tema assenta numa proposta de um jogo, de negociação íntima com o observador na interação entre palavra e imagem. A palavra torna-se imagem, produzindo um pictorialismo discursivo.

Reverso, por sua vez descreve os dois (ou múltiplos) lados ou visões interpretativas do uso de cada imagem, consoante a sua composição ou disposição no espaço. Quando olhamos para a transparência de algumas peças ou partes de desenhos, percecionamos a possibilidade de ver o que está para além da superfície, remetendo para a possibilidade de um conhecimento mais profundo do que se observa ou uma visão oposta à que se observa num primeiro momento. A prioridade é conferida à (re)significação do resultado visual alcançado através da duplicação da imagem/desenho, um diálogo permitido pela manipulação digital, integrante de uma nova atualidade.

Controverso, condição essencial para se dialogar sobre arte, questionar, duvidar e discutir ideias. As obras visam a importância de um pensamento plástico sistemático na criação das formas, em intimidade com a racionalização teórica, contextualizando a intuição e descoberta de novos significados. Trata-se de colocar em campo a necessidade de criar uma lógica conceptual e percetiva, criando sistemas caracterizados por meticulosidade e regularidade, de forma a manipular a ordem de entendimento dos diferentes níveis de composição e apresentação, analisando de que forma eles se apresentam, dialogam ou interagem com a realidade criativa/plástica gerindo e articulando a manipulação digital e a produção mais tradicional.

Trata-se de um conjunto de obras sempre em (re)construção, cujo destino é o de se (re)produzir indefinidamente num espaço de coordenadas mapeadas pelos estudos e desenhos repletos de possibilidades infinitas.

Diana Costa 2017

flyer da exposição

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