16 nov 2019 // 10 out 2020

JÚLIO RESENDE — COMPLETA SERENIDADE

Sala do Acervo

Ao longo da década de 80, Júlio Resende realizou uma série de aguarelas nas suas deslocações à cidade alemã de Korntal, na região de Estugarda. Esta exposição apresenta essas aguarelas e alguns desenhos, datados de 1980 a 1989. Com ela celebram-se os 26 anos do Lugar do Desenho — Fundação Júlio Resende.

Quer nos apontamentos circunstanciais do quotidiano, quer na paisagem se propõe um registo intimista, porque também a floresta é vista a partir do seu interior, num desinteresse pela linha do horizonte. As idas à Alemanha eram motivadas pela visita à filha, Marta, e ao neto, Daniel, havendo, portanto, um contexto familiar que enquadra esta produção. Esta situação manifestou-se no título de um breve texto que o artista escreveu sobre este ciclo: “Uma Casa em Korntal”.

Aceitando a definição do artista, a exposição conduz-nos à sua experiência e à sua vivência in loco da floresta de Korntal.

A inauguração terá lugar a 16 novembro (sábado) pelas 18:30.

Num dos seus textos de reflexão sobre a prática artística, Júlio Resende considerava dois grupos de técnicas: a aguarela, o pastel, o guache, o lápis ou a tinta-da-china eram as “técnicas expeditas”, aquelas a que recorria nas suas deambulações; outras técnicas, como o óleo ou a tinta acrílica, eram designadas de “técnicas oficinais”, aquelas que exigiam trabalho de atelier. Sobre esta divisão, concluiu: Logo se percebe que as primeiras resultam daquilo a que chamo vivência in loco, enquanto as segundas se submetem a um estado in mente.
Ao longo da década de 80, Júlio Resende realizou uma série de aguarelas nas suas deslocações à cidade alemã de Korntal, na região de Estugarda. Esta exposição apresenta essas aguarelas e alguns desenhos, datados de 1980 a 1989.
Quer nos apontamentos circunstanciais do quotidiano, quer na paisagem se propõe um registo intimista, porque também a floresta é vista a partir do seu interior, num desinteresse pela linha do horizonte.
As idas à Alemanha eram motivadas pela visita à filha, Marta, e ao neto, Daniel. Há, portanto, um contexto familiar que enquadra esta produção. Esta situação manifestou-se no título de um breve texto que o artista escreveu sobre este ciclo: “Uma Casa em Korntal”.
Aceitando a definição do artista, a exposição conduz-nos à sua experiência e à sua vivência in loco da floresta de Korntal. Com ela celebramos os 26 anos do Lugar do Desenho — Fundação Júlio Resende.

Laura Castro


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